
Me definir é muito difícil. Às vezes pareço comum, às vezes singular, as vezes metido, as vezes prepotente. Sou bem assim: metamorfose ambulante. O que mais valorizo no mundo? Meus Pais. O melhor sentimento? Sentir a presença de Deus. O melhor verbo? Amar. Tem um versículo que diz, não vivo mas eu, mas cristo vive em mim. É o que faço: vivo. E sim, me considero uma pessoa feliz, apesar de tudo. Depois de uma queda? Levanto e sigo em frente. Já desisti de contar os mil e um foras que dou. Vivo em busca de muitas coisas, mas já possuo a principal delas: a alegria. Uma companhia? Não sou bom com amizades e ultimamente os livros estão sendo minha companhia. Algo que me alegra? Ver alguém sorri e saber que eu sou o motivo.
Bom, termino as minha descrição com uma pergunta minha, e uma resposta fantástica, que se encaixa perfeitamente no meu caso.
Quem sou eu? Sou forte. Meio doce e meio ácido. Em alguns dias acho que sou fraco. E em outros acho que sou forte. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humano. Sou altruísta. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar tentando acertar, pois jamais serei perfeito (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada rsrs. Não quero saber tudo e nem ser racional (dono da razão). Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim.