Gonçalo
Gonçalo, 38

Fiquei barrado , preso na imensidão das promessas

Promessas feitas e nunca mantidas por ambos

Trazem.me agora lembranças, pq n regressas?

Enquanto nos lembramos , ama.mos


Tento Alegrar a alma com Fado

Fado este , triste e só q com uma serena voz

Apaga as magoas q existem do meu lado

E me relembra ao msm tempo de um sofrimento atroz


Liberto.me deste alcatraz, ao ouvir esta musica

Alguma guitarra, com percussao do coraçao em acustica

E uma musica antiga , traz os tempos recentes

E eleva o passado a um novo presente


Ausente do futuro eu estou até me encontrar

Estou num formato q já n se encontra

Impavido e formatado, sou um vinil

Não um Mp3 em stereo phonic

Fico aphonic, e penso fonix

Pq espero pela hora de renascer das cinzas como a fenix


Já o sabio dizia, se n os vences, junta.te a eles

Tenta sonhar, sempre, mas com os pes na terra

Assenta o pensamento, num pedaço de papel

Rasga o pano q tapa, o sentimento q se revela


Ainda assim, as pessoas marcam.me com um rótulo

E dizem ficar incrédulas ao ver.me triste

Mas tudo isto, são meras palavras, as pessoas n compreendem

Q ao rotularem, magoam, n sou um objecto, sou um homem, q tmbem existe


Não sei do q escrevo, mas escrevo na mesma, até me cansar

Canso.me da vida, canso.me de falsidades, canso.me

Pq a energia se vai esgotando, de tanto lutar, sem desistir

Luto, para alcançar, sonho com algo, apesar de nada existir

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